01/10/2010

criança X consumo

A Barbie sempre foi minha paixão, minha eterna musa... Sempre quis usar ela em algum trabalho, ver ela de outro ângulo. Semestre passado em uma aula de Redação e Expressão Oral III o professor sugeriu que fizéssemos um artigo sobre algumas das teorias apresentadas em aula. Em conserva com a Luísa sugeri que nosso corpus fosse ela, a Barbie. Sem pensar duas vezes minha fiel companheira topo na hora, escolhemos o anuncio, os autores e mãos a obra! Artigo pronto, apresentado nota 9, muitos elogios e duas garotas com o ego nas nuvens resolveram inscrever ele no Intercom. Trabalho aceito e lááá fomos nós! Mas hoje, passado um mês da apresentação comecei a ver ele com outros olhos, até que ponto essa boneca influencia uma criança? será que a criança tem consciência que ela é apenas um brinquedo e não um espelho?
Partindo da premissa que consciência é estar ciente, ter capacidade de perceber a relação entre si e algo, me pergunto se um criança tem consciência?
Quem eu sou?
O que eu sou?
Por que eu sou?
Uma criança não se faz essas perguntas, e isso é consciência. Logo uma criança assistindo um anuncio em que uma linda, magra e loira boneca brinca feliz com meninas da sua idade, comprando e passeando ela não vai ter consciência se aquilo é saudável ou não.
No artigo levamos uma imagem da obra de um pintor Mark Ryden que tem um nome bem sugestivo "Saint Barbie", que trás a boneca como uma deusa da contemporaniedade e isso me despertou uma vontade estudar mais isso, essa relação de criança e consumo. A TV como uma ferramenta da publicidade para influenciar as crianças?
"A TV se apresenta como ficção totalitária da ordem do desejo e leva a satisfação totalitária ou alucinatória imaginativa. É a lei do gozo do objeto total que exclui o pensamento, porque esse pensamento é essa ruptura, pensamento é a ausência do objeto, é um corte que permite reapropriação do objeto de forma simbólica." Pedrinho Guareshi

essa é a obra do pintor que eu citei

e hoje é sexta-feira ;D

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